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sexta-feira, 7 de março de 2014

2a é dia de cinema - O vencedor.

Não foi na 2ª-feira. Foi ontem. Mas vai dar ao mesmo. Pois que lá fui eu ver o 12 Anos Escravo. E caramba, que filme! Não porque seja um filme extraordinariamente espetacular, com uma grande história e uma grande produção. É, acima de tudo, um filme bastante forte. E se já o seria por sabermos que estas situações realmente aconteceram, ainda o é mais por saber que aquela história em concreto aconteceu a uma pessoa real. Aquilo a-con-teceu! Soloman Northup, existiu mesmo e passou mesmo por tudo aquilo. Aquelas duas horas de filme retratam doze anos - DOZE! - de vida de uma pessoa que era livre, tinha mulher e filhos, uma vida digna e, de um momento para o outro, se viu amordaçado e escravo de pessoas sem escrúpulos. E só se consegui libertar - aliás, foi dos poucos escravos que o conseguiram! - porque encontrou uma pessoa com algum caráter que o ajudou, caso contrário, teria morrido escravo.

Não sei se é filme merecedor do Óscar ou não, porque não vi todos os outros nomeados. Mas este é, sem dúvida, um filme que nos marca, que nos choca, que nos abre os olhos - ou, pelo menos, devia! Não só para aquilo porque estas pessoas passaram mas, sobretudo, porque ainda há escravatura hoje em dia. Há cenas muito fortes durante todo o filme. Mas uma delas chocou-me profundamente. Quando Patsey (Lupita Nyong'o) foi chicoteada. Fiquei, inclusivamente, nauseada com aquilo. Como é possível que se fizessem tamanhas barbaridades a seres humanos? Muito duro, minha gente, muito duro!


sábado, 16 de novembro de 2013

2a é dia de cinema #5 : Oh tempo, volta p'ra trás!

Sim, já há algum tempo que não íamos ao cinema. Mas a última ida deixou-nos marcas muito profundas de esquizofrenia e não quisemos arriscar uma recaída. Por isso deixámos passar algum tempo até voltarmos a entrar numa sala. É que o filme que queríamos ver tinha tudo para ser semelhante ao anterior e então aí é que seria difícil superar o trauma. Mas pronto, ganhamos coragem - e entretanto ouvimos a opinião de algumas pessoas sobre o filme - e lá fomos. Correu bem, podem ficar já a saber. Um filme tranquilo sem alucinações, embora houvesse muitos recuos no tempo - muito mais sofisticados que os do lunático do Woody Allen. =P Portanto, estamos de boa saúde!
 
Quanto ao filme em si - About time ou Dá tempo ao tempo, em português. É um filme banal com uma história de amor entre um banana e uma rapariga que, não sendo uma totó na íntegra, tem lá o seu quê. Ok, até aqui tudo tranquilo, seria mais uma história tão igual às outras. Acontece que o rapaz tem o dom de poder recuar no tempo. E a história desenrola-se à volta daquilo que ele pode ou não mudar na sua vida e na dos outros ao recuar. Ao longo da história é confrontado com várias opções e, nem sempre faz a escolha certa à primeira. Tem é a sorte de poder repetir aquele momento umas quantas vezes até acertar. Sim, é um filme com uma historiazinha da treta, mas que no fim nos faz pensar em muitas coisas. Faz-nos questionar. Por exemplo, numa altura em que ele já estava casado e com uma filha a irmã sofre um acidente, tupo por causa do asqueroso do namorado. Ele resolve voltar atrás e impedir que eles se conheçam para que ela não tenha o acidente passados uns anos. Acontece que quando ele volta a casa para abraçar a filha, dá de caras com um menino.  E aqui ele tem que decidir continuar como está (com um filho em vez da filha que já conhecia) ou então voltar novamente no tempo, deixar tudo acontecer como antes já tinha acontecido e, depois da irmã ter o acidente, fazê-la mudar de vida. Depois, há outro situação em que tem que decidir se quer dar largas para que o futuro aconteça ou se quer ficar preso ao passado e à lembrança do pai. São estas coisas que me puseram a pensar. E eu, se tivesse oportunidade de voltar no tempo, mudaria alguma coisa?  E não tenho dúvidas de que a resposta é sim! Não mudava muito, mas mudaria com certeza alguma coisa. É que este filme não podia vir na melhor (?!) altura! Estou precisamente numa altura em que ando a questionar tantas escolhas que fiz e este filme só me veio dar o desejo de poder recuar no tempo. Teria perdido o medo e feito algumas coisitas diferente, ai se teria! =P Agora, só me resta aproveitar o presente e fazer com que o futuro que eu desejo realmente aconteça!

Para além de tudo isto, tem uma banda sonora de tocar o coração! Ora ouçam esta.
 
 

sábado, 28 de setembro de 2013

2a é dia de cinema #3: Diana

Temos faltado às noites de cinema às segundas. Mas ontem, como na próxima segunda também não poderíamos ir, lá nos decidimos e fomos ver Diana. Gostei. Para começar, não sabia que ela tinha namorado com um cirurgião e, pelo filme, talvez tenha sido, efetivamente o seu verdadeiro amor. O filme retrata isto mesmo, este romance. Desde que se conheceram, incluindo todas as missões humanitárias que Diana foi fazendo, até morrer em Paris, com Dody. É uma perspetiva diferente da vida princesa. Depois, ao ser verdade o retratado no filme, ela é, em parte, responsável pela sua morte, já que é a culpada pela perseguição súbita que os paparazzi lhe fazem. E, quando, se despista, só estava a fugir ao que ela própria criou. Esse interesse por ela foi criado para fazer ciúmes ao cirurgião. Ao que parece, só se envolveu com Dody Al Fayed para proporcionar uma situação que pudesse criar ciúmes ao cirurgião Hasnat Khan. Todas as fotografias que apareceram dessa 'relação' com Dody foram por ela manipuladas e consentidas. No fim, e como todos sabemos, acaba sozinha, triste e, basicamente, estatelada, com um hipotético affair, num túnel de Paris. É impressionante como a mulher mais amada do mundo não encontra uma única pessoa com quem consiga ficar. 
 
Quanto ao filme em si, tem cenas bastante realistas; as imagens principais da princesa são retratadas ao pormenor e a Naomi Watts consegue captar muito bem a expressão do olhar de Diana.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

2a é dia de cinema #4 : ai Jasmine, Jasmine!

Ontem calhou irmos ver o Blue Jasmine. Um filme tipicamente Woody Allen. Lunático, portanto! Com isto não quero, de todo, tirar mérito à brilhante prestação da Cate Blanchett. Que interpreta na perfeição o papel de uma destrambelhada! =P
 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

2a é dia de cinema #2: The Butler

Daqueles filmes que têm mesmo que ir ver. Daqueles filmes que nos revoltam as entranhas do princípio ao fim. Daqueles filmes em que nos apetece levantar da cadeira e partir a cara àqueles politiquinhos todos arrogantes. Daqueles filmes que nos fazem pensar que ainda há tanto disto hoje em dia. Daqueles filmes que são do caralho caraças! Recomendo.
 
 
 

sábado, 3 de agosto de 2013

2a é dia de cinema: C'est ça qu'c'est bon, ãh!

Antes de mais, perdoem-me se o título tiver algum erro, mas eu e o francês não nos damos bem. 

Pois que hoje, fomos ao cinema à sessão de fim da tarde ver o filme 'A Gaiola Dourada'. Um filme que, no fundo, retrata a vida de emigrantes portugueses em França e a sua relação com os patrões (que nem sempre lhes sabem dar o devido valor). Retrata a vida de um casal emigrado há 30 anos em França; ele é operário da construção civil, ela governanta de um prédio. Ao longo da vida, ninguém lhes soube dizer o quão eles eram importantes mas, quando se soube que estariam na eminência de voltar às origens, devido a uma herança de uma propriedade no Douro, todos estavam de acordo que os Ribeiro não podiam voltar para Portugal. Só não arranjaram foi a melhor forma para lhes dizer...

 Não vou aqui fazer a análise cinematográfica do filme, já que eu não percebo nada mas mesmo nadinha disso. Eu ou gosto ou não gosto. Ponto! E deste, - não sei se por estar ligada aos emigrantes, já que cresci no seio de uma família emigrada em França, e, por isso, revi neste filme um pouco de cada familiar meu, - gostei! Foi divertido, teve os seus momentos mais tensos mas no fim, venceu o amor, a família e a amizade. E, no fundo, não é isso que todos querermos? Já para não falar que as imagens do Douro no final são qualquer coisa de extraordinárias! Cá da minha parte, recomendo!