segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Porquê? Porquê?

Custa-me levantar cedo. Custa-me tanto. Todos os dias. Mas principalmente às segundas. Sou cachopa que gosta de dormir. Muito! Que gosta muito de dormir e que gosta de dormir muito! ;) Quando ainda estava a estudar, costumava brincar que assim que começasse a trabalhar, só trabalharia da parte da tarde. Óbvio que, ainda antes de terminar o curso, percebi que se eu pudesse trabalhar apenas todas as manhãs já não era nada mau, e que não me iria queixar por ter que levantar o rabo da cama cedinho. E não me queixo! Agradeço ter trabalho praticamente todos os dias. Mas que me custa muito, custa! Gostava de ser como o Prof. Marcelo que dorme 4/5 horas cada noite e quando se levanta pelas 6 da manhã está fino que nem uma alface. Mas alguma vez seria capaz de me levantar tão cedo? Se por acaso calho a abrir os olhos a essa hora fico toda contente porque ainda tenho mais duas horas de sono no conforto da minha rica cama. Quer dizer, se for para passear, aí até às 4h da manhã me levanto. =P Mas gostava mesmo de quebrar a inércia que de mim se apodera todas as manhãs e levantar-me com um sorriso na cara e sem ter aquela força da gravidade elevada a 10 a puxar-me de volta para a cama. Principalmente aos fins de semana. Por que à semana tenho que me levantar e tenho. Quer esteja mais 5 ou menos 5 minutos na cama, é inevitável. Agora ao fim de semana é completamente impossível. Gostava de conseguir levantar-me cedo, ir correr (sim, sempre quis ter coragem para correr de manhã antes sequer de ir para o trabalho , mas isso é que me é mesmo humanamente impossível!) tratar de algumas coisas que se tenha para tratar e depois ficar com o resto do dia livre para ser aproveitado. Mas não, durmo até não poder mais, levanto-me tarde e a más horas, faço o almoço que quase se confunde com lanche muitas das vezes, aboseiro-me no sofá e entretanto, quando dou por mim, está o dia passado sem que eu tenha feito nada de útil. Tenho esperanças que com o tempo eu consiga mudar isto. Não ponho as mãos no fogo por mim, mas tenho esperança que esta inércia diminua. Entretanto e até lá, vou sofrendo todos os dias sempre que sou arrancada a forceps da cama.



Posso?

domingo, 17 de novembro de 2013

EN-GA-NA-DA!

Enganada. É assim que eu me sinto. Por várias motivos e ainda mais um. Então não é que me diziam que 'ah e tal não vais precisar de casacos tão cedo por cá; só lá para Janeiro/Fevereiro é que há frio'. Pois sim, ãh-ãh. Ok, talvez lá por cima esteja um pouquinho mais frio, mas o que são mais 2 menos dois graus? Caramba, está mesmo muito frio. E eu sem lareira. Que desgosto. Claro que uma pessoa que é enganada se deprime. E para se recompor, há que repor os níveis de serotonina. E, para isso, nada melhor que:
 
 
 
 
 
E como não tenho lareira, vai um copito de vinho docinho para aquecer. ;) 

Clicks! #7

 
De tudo ficaram três coisas.
A certeza de que estamos começando,
A certeza de que é preciso continuar,
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar.
Façamos da interrupção um caminho novo,
Da queda, um passo de dança,
Do medo, uma escada,
Do sonho, uma ponte,
Da procura, um encontro!
 
Fernando Sabino

sábado, 16 de novembro de 2013

Pensamento da noite #4

Se a vida é passageira, seja um bom motorista! ;)

Presentes de Aniversário #3

Este, um pouquinho mais modesto. Gosto de fotografia. Não percebo grande coisa, mas gosto. Sei que há umas quantas opções que podemos alterar mas raramente altero. Fotografo apenas com as funções automáticas que a minha máquina me dá. Apesar de não ser reflex, permite-me alterar várias opções mas nunca o faço. Apesar disso, acho que até nem me safo mal nos cliques que vou disparando. Mas, se as máquinas digitais são impecáveis, porque têm uma qualidade de imagem brutal e o armazenamento é muito mais fácil, também é verdade que às vezes falta qualquer coisa nessas fotografias. Isto tudo para dizer que apesar de ter uma máquina fotográfica relativamente boa, não me importava nada de ter uma destas:
 
Fotografias da net

2a é dia de cinema #5 : Oh tempo, volta p'ra trás!

Sim, já há algum tempo que não íamos ao cinema. Mas a última ida deixou-nos marcas muito profundas de esquizofrenia e não quisemos arriscar uma recaída. Por isso deixámos passar algum tempo até voltarmos a entrar numa sala. É que o filme que queríamos ver tinha tudo para ser semelhante ao anterior e então aí é que seria difícil superar o trauma. Mas pronto, ganhamos coragem - e entretanto ouvimos a opinião de algumas pessoas sobre o filme - e lá fomos. Correu bem, podem ficar já a saber. Um filme tranquilo sem alucinações, embora houvesse muitos recuos no tempo - muito mais sofisticados que os do lunático do Woody Allen. =P Portanto, estamos de boa saúde!
 
Quanto ao filme em si - About time ou Dá tempo ao tempo, em português. É um filme banal com uma história de amor entre um banana e uma rapariga que, não sendo uma totó na íntegra, tem lá o seu quê. Ok, até aqui tudo tranquilo, seria mais uma história tão igual às outras. Acontece que o rapaz tem o dom de poder recuar no tempo. E a história desenrola-se à volta daquilo que ele pode ou não mudar na sua vida e na dos outros ao recuar. Ao longo da história é confrontado com várias opções e, nem sempre faz a escolha certa à primeira. Tem é a sorte de poder repetir aquele momento umas quantas vezes até acertar. Sim, é um filme com uma historiazinha da treta, mas que no fim nos faz pensar em muitas coisas. Faz-nos questionar. Por exemplo, numa altura em que ele já estava casado e com uma filha a irmã sofre um acidente, tupo por causa do asqueroso do namorado. Ele resolve voltar atrás e impedir que eles se conheçam para que ela não tenha o acidente passados uns anos. Acontece que quando ele volta a casa para abraçar a filha, dá de caras com um menino.  E aqui ele tem que decidir continuar como está (com um filho em vez da filha que já conhecia) ou então voltar novamente no tempo, deixar tudo acontecer como antes já tinha acontecido e, depois da irmã ter o acidente, fazê-la mudar de vida. Depois, há outro situação em que tem que decidir se quer dar largas para que o futuro aconteça ou se quer ficar preso ao passado e à lembrança do pai. São estas coisas que me puseram a pensar. E eu, se tivesse oportunidade de voltar no tempo, mudaria alguma coisa?  E não tenho dúvidas de que a resposta é sim! Não mudava muito, mas mudaria com certeza alguma coisa. É que este filme não podia vir na melhor (?!) altura! Estou precisamente numa altura em que ando a questionar tantas escolhas que fiz e este filme só me veio dar o desejo de poder recuar no tempo. Teria perdido o medo e feito algumas coisitas diferente, ai se teria! =P Agora, só me resta aproveitar o presente e fazer com que o futuro que eu desejo realmente aconteça!

Para além de tudo isto, tem uma banda sonora de tocar o coração! Ora ouçam esta.
 
 

Clicks! #6

 
 
 


Margens inertes
abrem os seus braços
Um grande barco no silêncio parte.
Altas gaivotas nos ângulos a pique,
Recém-nascidas à luz, perfeita a morte.
Um grande
barco parte abandonando
As colunas de um cais ausente e branco.
E o seu rosto busca-se emergindo
Do corpo sem cabeça da cidade.
Um grande
barco desligado parte
Esculpindo de frente o vento norte.
Perfeito azul do mar, perfeita a morte
Formas claras e nítidas de espanto.
 
O barco, Sophia de Mello Breyner Andresen

Pergunta para queijinho #4... Hoje pode sair um Mascarpone para o tiramissu.

Porque é que nos filmes e novelas, as criaturas conseguem sempre dormir de janela aberta, com aquela claridade toda a entrar quarto dentro e a bater-lhes nas trombas na cara, como se nada se passasse?


A mim, basta-me um raizinho de luz a entrar para acordar 500 vezes deste que o dia amanhece até desistir, levantar-me e fechar o raio do estore passados trinta minutos. Mas isto sou eu.
 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Diz que é a melhor de sempre.

Cá pra mim, isto não é real. Digam-me, por favor, que isto não passa de um trailer muuuuito longo para um filme qualquer. É que é tudo tão perfeito que até inerva! Não pode ser verdade. Não pode! Onde andam os outros homens assim? Ou este é o último exemplar da espécie?! Caraças, pá!
 

 
 
 
 
 
E, portanto, sai um exemplar desta espécie cá p'ra casa fachabor!

Ai, ai as pessoas!

Gosto muito daquelas pessoas que se grudam a nós, acabando mesmo por nos tocar, quando estamos na fila para alguma coisa. Então quando é no multibanco, aí é que gosto mesmo! Falta-lhes muita noção. De tudo. Inclusivamente, de espaço.